Acho chic ter um legado de arte e conhecimento na família.
Mas, mais chic ainda, é perceber que cada geração pode transformar esse legado à sua maneira.
Na minha história, existe a referência de alguém que foi professor da Escola de Belas Artes da Bahia, arquiteto e engenheiro.
Hoje, eu sigo construindo a minha própria trajetória como professora e artesã.
Ensino com a minha voz.
Crio com as minhas mãos.
E transformo conhecimento em arte.
Talvez seja isso que mais amo nessa história: perceber que o legado não está apenas no que recebemos, mas também no que fazemos com aquilo que recebemos.
Cada peça que crio, cada aula que ministro e cada pessoa que incentivo a criar também faz parte dessa continuidade.
Acho chic honrar minhas raízes… mas acho ainda mais chic deixar a minha própria marca nessa história.
- A Atribuição: Registros históricos da Secretaria de Educação do Estado da Bahia confirmam que a edificação (frequentemente associada ao Ginásio da Bahia e à Escola Normal) foi executada sob a empreitada do construtor e engenheiro civil Eurico da Costa Coutinho, com base no projeto do arquiteto Antônio P. Navarro de Andrade. [1]
- Importância: Inaugurado na década de 1920, o complexo foi descrito na época como um dos "belos edifícios próprios" que honravam o ensino público baiano. A estrutura foi palco de grandes marcos educacionais, incluindo a posterior instalação dos bustos de grandes educadores locais. [1]
- Escritório no Palacete Catharino: Conforme anúncios comerciais da década de 1920 (como os publicados no Diário Matutino de Salvador), ele mantinha um renomado escritório técnico no Andar C (Salas 18 e 20) do icônico Palacete Catharino, localizado na Rua Chile. [1, 2]
- Atuação Compartilhada: Ele operava em parceria com o engenheiro civil Fernando Elias Borges Basto. O escritório anunciava-se como especializado em "todos os trabalhos inerentes à engenharia e à arquitetura" da capital. [1, 2, 3]
- O Contexto da Época: Na Salvador daquele período, os engenheiros-arquitetos formados dividiam-se entre grandes prédios institucionais públicos (ligados à educação e à saúde), palacetes residenciais de elite na expansão da cidade e a fiscalização técnica de infraestruturas urbanas.
- Irmãos Germânicos: Ambos eram filhos do mesmo casal, Luiz Thomaz da Cunha e Menezes Navarro de Andrade e Eulalia Augusta Pereira da Silva. Antônio era o irmão mais velho (nascido em 1876), enquanto Joaquim nasceu anos mais tarde (em 1889). [, 2]
- Mesma Profissão: Antônio atuava como engenheiro-arquiteto diplomado em 1920, focado em projetos estruturais e de edificações em Salvador. Já Joaquim Pereira Navarro de Andrade formou-se e atuava estritamente como engenheiro civil. [1]
- Um terceiro irmão engenheiro? O nome de outro irmão do núcleo familiar, João Pereira Navarro de Andrade (nascido em 1869), também surge em registros históricos da Bahia exercendo funções técnicas de chefia e fiscalização de obras públicas no início do século XX. Isso demonstra que a engenharia civil e a infraestrutura eram uma forte vocação e tradição entre os filhos homens dessa família soteropolitana.
- Início na Escola de Belas Artes: Antes mesmo de formalizar sua atuação técnica nas décadas seguintes, Antônio concluiu primeiro o "curso geral" da escola de artes e, posteriormente, matriculou-se na secção de architectura, de onde obteve seu diploma original de arquiteto. [1]
- A Transição de Diplomas: Como as faculdades baianas passaram por profundas reestruturações de currículo e unificação de matérias, ele consta formalmente nos registros de consolidação profissional da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com a titulação atualizada e reconhecida no ano de 1920. [1]
- Ele fazia parte do corpo técnico fixo da Directoria de Obras Publicas do Estado da Bahia.
- Atuava diretamente ao lado do Engenheiro Fiscal das Obras Públicas, Themistocles de Menezes.
- Sua principal função consistia em desenhar, analisar e fiscalizar as plantas de edificações institucionais, reformas de prédios estaduais e projetos de alinhamento urbano na capital durante uma das fases de maior modernização de Salvador. [1, 2]
- O prédio imponente, erguido em consonância com as tendências ecléticas e clássicas que ele estudou na Escola de Belas Artes, serviu como a fundação física para o desenvolvimento das estruturas da Escola Normal e do Ginásio da Bahia, considerados símbolos da modernização educacional republicana no estado. [1]
Um homem que carregava conhecimento, criatividade e o olhar de quem transforma ideias em realidade.
Mas hoje entendo que existe um legado que vai muito além de um sobrenome.
É um legado de sabedoria, criação e amor pelo conhecimento
Aprendi que ensinar não é apenas transmitir conhecimento.
É despertar possibilidades, incentivar sonhos e mostrar que cada pessoa é capaz de criar.
E foi com as minhas mãos que encontrei outra forma de ensinar:
criando
transformando
inventando
colocando propósito em cada peça.
Transformo conhecimento em arte.
E transformo arte em inspiração.
Porque alguns legados não ficam apenas na memória…
Eles continuam sendo construídos pelas mãos de quem veio depois.
Fernanda | Ateliê NandArts












