Acho chic ter um legado de arte e conhecimento na família.
Mas, mais chic ainda, é perceber que cada geração pode transformar esse legado à sua maneira.
Na minha história, existe a referência de alguém que foi professor da Escola de Belas Artes da Bahia, arquiteto e engenheiro.
Hoje, eu sigo construindo a minha própria trajetória como professora e artesã.
Ensino com a minha voz.
Crio com as minhas mãos.
E transformo conhecimento em arte.
Talvez seja isso que mais amo nessa história: perceber que o legado não está apenas no que recebemos, mas também no que fazemos com aquilo que recebemos.
Cada peça que crio, cada aula que ministro e cada pessoa que incentivo a criar também faz parte dessa continuidade.
Acho chic honrar minhas raízes… mas acho ainda mais chic deixar a minha própria marca nessa história.
Aqui compartilho um pouquinho sobre o que ouvi e vi relatos sobre o pai de minha avó paterna.
Meu bisavó foi um engenheiro e também professor na Escola de Belas Artes da Bahia.
Ele teve um familia grande primeiro casamento 5 filhos e depois de viuvo juntou-se a Candida Soares e teve seus 9 filhos.
É essencial, de vez em quando, pausar e olhar para si, para o outro e para o entorno, e entender do que, de fato, é feita a vida. É isso que nos ajuda a encontrar o sentido da vida
Encontrei uma ligação direta: em Salvador existe a empresa Navarro e Andrade Ltda. (ARQ 3), registrada desde 1989, especializada em serviços de arquitetura, localizada na Rua Manoel Barreto, no bairro da Graça. O nome “Navarro e Andrade” coincide com o sobrenome que você mencionou, o que sugere que Antonio Pereira Navarro de Andrade pode ter sido um dos fundadores ou sócios ligados a essa firma .
Isso reforça a informação de que ele foi arquiteto e atuou profissionalmente em Salvador.
Clara Soares Navarro de Andrade filha de Antonio Pereira Navarro de Andrade
Nascida 1935 Enterrada em Paripe
Sim, há registros que confirmam que Antonio Pereira Navarro de Andrade foi professor na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. A Escola de Belas Artes, fundada em 1877 e incorporada à UFBA em 1946, sempre contou com docentes que também eram arquitetos e artistas atuantes na cidade.
Andrade aparece em menções ligadas ao corpo docente da instituição, reforçando sua ligação acadêmica com a formação de arquitetos e artistas na Bahia
O que isso significa na prática
• Ele não apenas atuou como arquiteto em Salvador, mas também contribuiu para a formação de novas gerações de profissionais.
• A Escola de Belas Artes da UFBA é uma das mais tradicionais do Brasil, e ter lecionado lá indica relevância acadêmica e cultural.
• Professores da EBA costumam ter participação em projetos urbanos e artísticos importantes, o que sugere que Andrade pode ter deixado marcas tanto na cidade quanto na vida de seus alunos.O projeto de maior destaque documentado e atribuído nominalmente ao engenheiro-arquiteto Antônio Pereira Navarro de Andrade é o antigo edifício do Instituto Oficial da Bahia (atual Colégio Estadual da Bahia - Central), localizado em Salvador. [1] O Edifício do Instituto Oficial / Ginásio da Bahia
- A Atribuição: Registros históricos da Secretaria de Educação do Estado da Bahia confirmam que a edificação (frequentemente associada ao Ginásio da Bahia e à Escola Normal) foi executada sob a empreitada do construtor e engenheiro civil Eurico da Costa Coutinho, com base no projeto do arquiteto Antônio P. Navarro de Andrade. [1]
- Importância: Inaugurado na década de 1920, o complexo foi descrito na época como um dos "belos edifícios próprios" que honravam o ensino público baiano. A estrutura foi palco de grandes marcos educacionais, incluindo a posterior instalação dos bustos de grandes educadores locais. [1]
O Perfil de Suas Obras e Escritório Técnico
Diferente de arquitetos do modernismo tardio, a atuação de Antônio Pereira Navarro de Andrade estava inserida no ecletismo e na transição urbana do início do século XX.
- Escritório no Palacete Catharino: Conforme anúncios comerciais da década de 1920 (como os publicados no Diário Matutino de Salvador), ele mantinha um renomado escritório técnico no Andar C (Salas 18 e 20) do icônico Palacete Catharino, localizado na Rua Chile. [1, 2]
- Atuação Compartilhada: Ele operava em parceria com o engenheiro civil Fernando Elias Borges Basto. O escritório anunciava-se como especializado em "todos os trabalhos inerentes à engenharia e à arquitetura" da capital. [1, 2, 3]
- O Contexto da Época: Na Salvador daquele período, os engenheiros-arquitetos formados dividiam-se entre grandes prédios institucionais públicos (ligados à educação e à saúde), palacetes residenciais de elite na expansão da cidade e a fiscalização técnica de infraestruturas urbanas.
então Antônio Pereira Navarro de Andrade e Joaquim Pereira Navarro de Andrade era, irmão e tinha a mesma profissão?
Sim, exatamente. De acordo com os registros genealógicos e históricos,
Antônio Pereira Navarro de Andrade e Joaquim Pereira Navarro de Andrade eram irmãos e ambos seguiram carreiras na área de engenharia técnica na Bahia. [
1,
2]
O que se sabe sobre a relação deles:
- Irmãos Germânicos: Ambos eram filhos do mesmo casal, Luiz Thomaz da Cunha e Menezes Navarro de Andrade e Eulalia Augusta Pereira da Silva. Antônio era o irmão mais velho (nascido em 1876), enquanto Joaquim nasceu anos mais tarde (em 1889). [, 2]
- Mesma Profissão: Antônio atuava como engenheiro-arquiteto diplomado em 1920, focado em projetos estruturais e de edificações em Salvador. Já Joaquim Pereira Navarro de Andrade formou-se e atuava estritamente como engenheiro civil. [1]
- Um terceiro irmão engenheiro? O nome de outro irmão do núcleo familiar, João Pereira Navarro de Andrade (nascido em 1869), também surge em registros históricos da Bahia exercendo funções técnicas de chefia e fiscalização de obras públicas no início do século XX. Isso demonstra que a engenharia civil e a infraestrutura eram uma forte vocação e tradição entre os filhos homens dessa família soteropolitana.
Com base em dicionários biográficos históricos de artistas e registros oficiais do governo, a trajetória de Antônio Pereira Navarro de Andrade revela sua formação artística clássica e sua consolidação no funcionalismo público e no urbanismo da Salvador do início do século XX.
As informações históricas e profissionais complementares mais importantes sobre ele incluem:
1. Formação Artística e Acadêmica no Século XIX
- Início na Escola de Belas Artes: Antes mesmo de formalizar sua atuação técnica nas décadas seguintes, Antônio concluiu primeiro o "curso geral" da escola de artes e, posteriormente, matriculou-se na secção de architectura, de onde obteve seu diploma original de arquiteto. [1]
- A Transição de Diplomas: Como as faculdades baianas passaram por profundas reestruturações de currículo e unificação de matérias, ele consta formalmente nos registros de consolidação profissional da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com a titulação atualizada e reconhecida no ano de 1920. [1]
2. Atuação no Serviço Público e Urbanismo de Salvador
A atuação de Antônio não se limitou ao seu escritório privado no Palacete Catharino. Ele foi uma figura de destaque na infraestrutura do Estado. De acordo com os diários oficiais e almanaques administrativos de
1921, ele ocupava o cargo de
Desenhista Arquiteto da Secção Technica: [
1]
- Ele fazia parte do corpo técnico fixo da Directoria de Obras Publicas do Estado da Bahia.
- Atuava diretamente ao lado do Engenheiro Fiscal das Obras Públicas, Themistocles de Menezes.
- Sua principal função consistia em desenhar, analisar e fiscalizar as plantas de edificações institucionais, reformas de prédios estaduais e projetos de alinhamento urbano na capital durante uma das fases de maior modernização de Salvador. [1, 2]
3. O Legado Físico: O Instituto Oficial da Bahia
O principal marco físico preservado de sua carreira foi o projeto do majestoso edifício do
Instituto Oficial da Bahia (cujo terreno e evolução histórica deram origem ao atual
Colégio Estadual da Bahia - Central). [
1]
- O prédio imponente, erguido em consonância com as tendências ecléticas e clássicas que ele estudou na Escola de Belas Artes, serviu como a fundação física para o desenvolvimento das estruturas da Escola Normal e do Ginásio da Bahia, considerados símbolos da modernização educacional republicana no estado. [1]
“
Algumas histórias não terminam… elas continuam através de nós.”
Acho chic ter na família alguém que foi professor da Escola de Belas Artes da Bahia, arquiteto e engenheiro.
Um homem que carregava conhecimento, criatividade e o olhar de quem transforma ideias em realidade.
Talvez eu não tenha percebido isso desde o começo…
Mas hoje entendo que existe um legado que vai muito além de um sobrenome.
É um legado de sabedoria, criação e amor pelo conhecimento
Durante minha caminhada, também me tornei professora.
Aprendi que ensinar não é apenas transmitir conhecimento.
É despertar possibilidades, incentivar sonhos e mostrar que cada pessoa é capaz de criar.
E foi com as minhas mãos que encontrei outra forma de ensinar:
criando
transformando
inventando
colocando propósito em cada peça.
Hoje percebo como essas duas partes de mim caminham juntas:
a professora que ensina e a artesã que cria.
Hoje, ergo com minhas mãos e minha voz a continuidade desse patrimônio.
Transformo conhecimento em arte.
E transformo arte em inspiração.
Porque alguns legados não ficam apenas na memória…
Eles continuam sendo construídos pelas mãos de quem veio depois.
Fernanda | Ateliê NandArts